ENTREVISTA COM O SCARCÉUS

De Minas Gerais para trilhas sonoras de novelas globais! Essa é parte da trajetória do Scarcéus, que iniciou sua carreira no final dos anos 90, na cidade de Conselheiro Lafaiete / MG.

Com presenças marcantes no Domingão do Faustão, Pop Rock Brasil Festival, Rock in Rio III, mais de 500 shows em seu currículo e fãs por todo o Brasil, o Scarcéus une entretenimento e arte com personalidade, o que é raridade nos dias atuais. Veja abaixo uma entrevista com a banda.

DE ONDE VEM O NOME SCARCÉUS?

Scarcéus é uma mutação da palavra escarcéu, cujo significado é alvoroço, gritaria. Era também o nome de uma equipe de gincana de colégio.

QUEM SÃO OS INTEGRANTES DA BANDA?

Henrique Papatella - Voz
Augusto Nogueira – Guitarra
João Pinho – Baixo
Alexandre Marques – Bateria

QUANDO, ONDE E COMO SURGIU O SCARCÉUS?

Os primeiros shows datam de 1999, embora o embrião do grupo já existisse alguns anos antes. A intenção inicial era formar uma banda de ‘hard rock’ que cantasse em português. O Scarcéus tem raízes em Conselheiro Lafaiete/MG, cidade em que se conheceram seus fundadores, Henrique e Augusto. Posteriormente a banda centralizou suas ações em Belo Horizonte, de onde vieram os outros integrantes e onde acontecem os ensaios, gravações e atividades do grupo nos dias atuais.

QUANTOS CD’S LANÇADOS A BANDA POSSUI? E DVD’S?

Temos 5 álbuns oficiais lançados:

- A verdade (1999)
- Todos os céus (2003)
- Tão humano (2005)
- A mesma moeda (2008)
- Assim como você (2011)

E 3 DVDs:

- Atitude e rock´n roll (2006)
- Uma balada no interior (2009)
- Rock é pedra, amor é Love! (2012)

Todos esses registros foram produzidos por nós mesmos de forma independente, com a preciosa ajuda de alguns colaboradores.

O SOM DO SCARCÉUS ESTÁ SEMPRE EM MUTAÇÃO, POR QUÊ?

Nunca quisemos nos prender a nada. Fazemos música para transmitir o que sentimos e a cada época nos sentimos de modo diferente... Seria uma tortura pra gente passar quinze anos fazendo a mesma coisa. Queremos nos permitir sempre a possibilidade de fazer algo inusitado, mesmo correndo certos riscos.

ENTÃO COMO VOCÊS DEFINEM SEU ESTILO?

Embora isso não tenha a menor importância, somos basicamente uma banda de rock, com influências que variam do heavy ao pop, com uma pitada de country. Há quem diga que isso não é possível... Nós afirmamos que sim.

QUAIS FORAM AS OCASIÕES DE MAIOR VISIBILIDADE PARA A BANDA? QUAIS AS MAIORES CONQUISTAS OBTIDAS PELO SCARCÉUS?

Em ordem cronológica: Classificamo-nos para a fase final do concurso que escolhia novas bandas para subir ao palco do ‘Rock in Rio 3 (2001)’. Vencemos o festival de bandas da Rádio 98FM (Belo Horizonte) e em função disso nos apresentamos para 30 mil pessoas no ‘Pop Rock Brasil 2005’ que na ocasião era o maior festival de pop rock do Brasil e acontecia no Estádio Mineirão. Vencemos o quadro ‘Pistolão do Faustão’ em 2008. Fomos escolhidos para a trilha sonora institucional da TV Globo Minas com a música ‘Meu chegado’. Algumas de nossas músicas receberam participações especiais de artistas de renome no cenário musical/artístico brasileiro como Milton Nascimento, Guilherme de Sá (Rosa de Saron) e Mariana Rios. Contamos com a participação dos atores Raphael Vianna e Suzana Pires no clipe da música ‘Seu’, nosso maior hit. A música ‘Be there as it may’ do Scarcéus foi escolhida para a trilha sonora da novela ‘Malhação’ em 2012. As músicas que gravamos em homenagem ao Cruzeiro E.C. se transformaram em hinos alternativos do clube e conseguiram um alcance enorme... Mas, sem demagogia, nossa maior conquista é o público que nos acompanha desde o início até hoje.

FALANDO EM MALHAÇÃO, COMO SURGIU A CHANCE DE CRIAR UMA VERSÃO DE UMA MÚSICA DO SCARCÉUS EM INGLÊS?

A trilha sonora nacional de Malhação já estava fechada e um amigo que é produtor musical da novela tinha sugerido que fizéssemos uma versão de uma música nossa para o idioma inglês e assim foi feito. Só que a coisa ficou por aí e havíamos sido informados que o tema dos protagonistas da novela seria uma canção do Nando Reis. Mas para nossa surpresa, numa tarde de janeiro de 2012, a música tocou na novela sem prévio aviso. Depois ficamos sabendo que houve algum problema com a liberação da música do Nando Reis e a nossa versão era a primeira da fila! Sabíamos que seria difícil que a música estourasse, pois uma banda brasileira desconhecida do grande público cantando rock em inglês jogada num mercado tão voraz quanto o nosso, naturalmente teria dificuldades, mas foi uma experiência muito legal.

E QUANTO AS VERSÕES CRIADAS PARA O ÚLTIMO DVD DA BANDA? COMO FOI A REAÇÃO DO PÚBLICO?

Nossa intenção era criar alguma condição para tentar trazer o grande público para o rock, já que o mercado de rock no Brasil está já há algum tempo na ‘tábua da beirada’. Quisemos brincar um pouco com o lance do idioma usando alguns jargões conhecidos da música brasileira em um novo contexto. Você encontra vários artistas de outros estilos tentando se apropriar de alguns clássicos do rock em versões para o nosso idioma sem o menor constrangimento, enquanto nós, os representantes óbvios do gênero, ficamos patinando em cima de preconceitos e se auto sabotando. Ora, se algumas letras originariamente são piegas em seu idioma original, paciência... Em nossas versões, fizemos adequações de modo a angariar quem não tem tanta familiaridade com o rock. É claro que nada se compara as versões originais, sabemos disso, mas devemos procurar alternativas para o segmento em que estamos inseridos. Quanto aos roqueiros mais radicais, estes não admitem outra coisa senão aquele velho aroma de naftalina (que também é agradável para nosso olfato, rs)... Para eles o rock não existe após os anos 80 e quase nada os satisfaz... Talvez eles estejam certos.

COMO FOI A EXPERIÊNCIA NO MIDAS MUSIC?

De certa forma foi frustrante. Nossa expectativa era trabalhar efetivamente com o Rick Bonadio, que até então era considerado uma das referências do business de rock no Brasil, mas não chegamos a isso. Aliás, para sermos justos, não podemos falar muito sobre o Bonadio porque conversamos apenas duas vezes com o cara e ele foi até bem receptivo. Mas só... Entregamos tudo pronto para a gravadora, clipe, CD, artes, e não houve posicionamento crítico sobre quase nada... Não sabemos se na visão deles o que produzimos na ocasião era bom ou ruim, viável ou não, enfim... Como ficamos próximos a algumas pessoas de lá, talvez tenham se constrangido em corrigir algo. Mas então por que nos contrataram? Até hoje não sabemos... Existe a crença de que toda gravadora molda o artista de acordo com o mercado e isso até pode existir, mas conosco aconteceu justamente o contrário. Não podemos reclamar de nenhum tipo de interferência... Fizemos o que achamos que deveríamos fazer. Certamente valeu como experiência, mas não muito além disso. Embora tenhamos consideração e respeito por algumas pessoas da gravadora, o trabalho efetivo com o Midas praticamente não existiu. Precisamos reconhecer também que o atual cenário da música no Brasil é caótico, o que contribuiu decisivamente para que o projeto não andasse como o esperado.

E OS NOVOS TRABALHOS?

Em 2015 estamos completando 16 anos de história. Para celebrar, após lançarmos virtualmente os singles ‘Acredite em você’ e ‘Nossa luta’, lançaremos vários novos produtos até o final do ano. Estamos produzindo nosso sexto disco, quarto DVD, um curta-metragem e dois novos videoclipes. Estamos com diversas ações programadas para os próximos meses e vão pintar algumas surpresas por aí... Sempre estivemos em atividade, planejando tudo, tomando conta de todos os processos relativos à nossa carreira. Algumas coisas nunca mudam, rs...

QUAL FOI O SALDO DE TER UMA MÚSICA INSERIDA NA TRILHA DA NOVELA ‘ALTO ASTRAL’?

No início de 2014 a banda recebeu a ‘incumbência’ de fazer duas versões de músicas já conhecidas para análise da produção da novela "Alto Astral" da TV Globo. As versões foram produzidas, mas infelizmente uma delas não foi liberada pelos autores. Já a outra acabou sendo aproveitada em seu formato original. Mas havíamos mandado também algumas músicas autorais e "Não quero olhar pra trás", uma das mais belas canções do SCARCÉUS, acabou agradando em cheio e foi escolhida para a trilha sonora da novela, pois sua mensagem tinha a ver com um dos personagens da trama. Tivemos também a chance de tocar na festa de lançamento da novela numa casa de shows na zona oeste do Rio. Foi tudo bem legal. A visibilidade que se ganha quando esse tipo de coisa acontece é algo extremamente positivo na carreira de qualquer artista. Conosco não foi diferente.

FALEM ALGO SOBRE O MERCADO DA MÚSICA NO BRASIL

Após a ‘falência’ das gravadoras em meados dos anos 2000 em virtude principalmente da drástica queda nas vendas de CD's, até então uma de suas principais fontes de renda, o mainstream da música no Brasil ficou nas mãos dos empresários do ramo, que mantém as antigas engrenagens em funcionamento. Daí, o compromisso exclusivo com o lucro financeiro e toda essa repetição infernal de fórmulas. Ou seja, é criado um modelo de negócio e isso é exaurido até o limite. Hoje em dia não existe praticamente nenhuma intenção artística dos grandes empresários que atuam no mercado, o que é péssimo, mas não pode ser condenado, pois o objetivo deles é ganhar dinheiro, independente do que pode ser considerado arte. Quem lida com música deve estar consciente disso. É possível encontrar um diagnóstico mais detalhado e pessoal do cenário musical brasileiro no seguinte blog (link Blog Henrique).

O MERCADO E A ÉPOCA INFLUENCIAM O SOM DO ARTISTA?

Sim. Mesmo que inconscientemente. Ninguém é totalmente original. O artista é a soma do que ele realmente é, mais o que ele deseja ser, mais o que esperam dele... Os percentuais de cada parte é que definem se ele é mais ou menos original, talentoso ou influenciável.

FALEM SOBRE EXPERIÊNCIAS INUSITADAS NA ESTRADA

Uma vez uma pessoa invadiu o palco e só foi detida por 5 seguranças. Nós chegamos a pensar que era uma mulher, pois estava bem vestida e parecia ser até ‘bonita’... O mico é que no meio da música, ao microfone, para 5 mil pessoas, foi dito: ‘Deixem a gata se divertir’! Todos os presentes (menos nós) conheciam a figura e a galera foi ao delírio com o engano, pois a gata era um travesti famoso na cidade.

Em outra época, tínhamos alugado uma quitinete num ‘flat’ em São Paulo para passarmos uma temporada. Ao chegarmos lá, percebemos uma movimentação meio suspeita e ficou nítido que o ‘flat’ não era um flat e sim um bordel. Até aí beleza, só que a antiga inquilina não quis desocupar o local... Ficamos dois dias sem ter onde ficar direito, rodando de lá pra cá com a tralha toda. Quando enfim pudemos entrar no imóvel, deparamo-nos com um cenário deprimente: O local estava repleto de cocô de cachorro e baratas. Inabitável. O proprietário levou mais dois dias pra dedetizar tudo e continuamos ao semi relento por mais um tempo. Na mesma ocasião fomos convidados para uma festa pelo proprietário do imóvel num outro apartamento que pertencia a uma velhinha. Quando dissemos que éramos músicos, a referida senhora que já estava de pileque, começou a querer tirar a roupa e ficava pulando no colo da galera... Foi hilário.

Na estrada muita coisa acontece, mas nem tudo pode ser dito... (rs)

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HISTÓRIA

A história do SCARCÉUS começou com Henrique Papatella e Augusto Nogueira em Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete (MG). Os dois se conheceram através de suas famílias em 1994 e se identificaram logo de cara. Deste encontro surgiu uma parceria que foi se desenrolando ao longo dos anos. Boa parte do repertório que entraria no primeiro disco do SCARCÉUS surgiu nesse período.

O SCARCÉUS se completou com a entrada de Charles Schultz no baixo. O trio optou por não incluir um baterista na formação oficial em função do pouco tempo necessário para ensaios antes da gravação do disco de estreia.

Com esta formação o SCARCÉUS gravou seu primeiro álbum, "A Verdade" (1999). A bateria foi gravada por Jean Dolabella (ex-Sepultura). O CD foi muito bem recebido pela crítica. Faltava à banda se apresentar ao vivo para mostrar que os críticos estavam certos.

O grupo então caiu na estrada. Inicialmente utilizando uma série de bateristas convidados (Glauco Nastácia / Tianastácia e Jean Dolabella foram alguns deles) até o início de 2000, quando João Rodrigues se incorporou de forma definitiva ao SCARCÉUS para então iniciarem uma série de shows por todo o interior de Minas.

O ano de 2000 foi especial para o SCARCÉUS, que se classificou para o concurso "Escalada do Rock", que oferecia a uma banda iniciante a chance de se apresentar no palco principal do Rock In Rio III.

Em 2002, o SCARCÉUS já com um grande número de shows no currículo grava seu primeiro videoclipe, "Pecados", dirigido por Anderson Guerra. Ainda em 2002 Charles deixa a banda e é substituído por João Pinho. Estava pronta a formação que gravaria o segundo CD, "Todos os Céus".

"Todos os Céus" foi gravado entre abril e novembro de 2003 no Estúdio M.U.D, produzido pela banda e mixado / masterizado por Cláudio David (ex-Overdose). O disco obteve ótima repercussão de crítica e público.

Ainda em 2003 o SCARCÉUS se inscreveu no Kaiser Music Festival junto com outras 500 bandas brasileiras, classificando-se entre os 32 finalistas, sendo o único artista mineiro a conseguir esse feito. Após anos de sucesso pelas cidades mineiras o SCARCÉUS chegou a São Paulo para uma série de shows. A turnê por sampa em 2004 foi tão produtiva que fez com que o grupo passasse a dividir seu tempo entre a capital paulista e Minas Gerais.

Em meados de 2005 a banda entrou em estúdio para começar a produção do terceiro CD, "Tão Humano". As gravações foram realizadas por Augusto Nogueira, que assinou também a produção do disco. Esse trabalho veio consolidar definitivamente o SCARCÉUS com uma proposta séria mostrando maturidade musical e profissionalismo.

Nesse mesmo ano o SCARCÉUS se apresentou no Pop Rock Brasil para mais de 30.000 pessoas no estádio do Mineirão em Belo Horizonte após ter vencido um concorrido festival para bandas independentes.

Em 2006, após a turnê de lançamento do disco "Tão Humano", o SCARCÉUS lançou seu primeiro DVD "Scarcéus ao vivo - Atitude e Rock 'n Roll", dirigido por Dudu Freitas e Rafael Morais.

No início de 2008 O SCARCÉUS participou do Domingão do Faustão, vencendo o quadro "Pistolão do Faustão", sendo indicado pelo ator Malvino Salvador. A essa altura o atual baterista da banda, Alexandre Marques, já tinha assumido seu posto.

Ainda em 2008 o grupo lançou "A Mesma Moeda", o 4o. disco do grupo, e "Scarcéus ao vivo - Uma balada no interior", seu segundo DVD, com 10.000 pessoas cantando seus maiores sucessos, fortalecendo sua maior conquista: a intensa sintonia com seu público.

Nos anos de 2009 e 2010 o grupo buscou parcerias no meio musical e empresarial com o objetivo de se lançar nacionalmente.

Em 2010 o Scarcéus lança o clipe da música "Seu", gravado em cidades históricas de Minas Gerais com a participação dos atores Raphael Viana e Suzana Pires. Na ocasião os dois atores faziam um par romântico na novela Araguaia, da Rede Globo. O Clipe de "Seu" foi dirigido por Fred Mayrink.

O ano de 2011 foi marcado pelo lançamento do quinto disco do Scarcéus "Assim como você". Gravado e produzido pela própria banda, o álbum é basicamente uma coletânea, composto por 12 faixas, sendo 10 canções já lançadas e duas inéditas, "Tudo o que eu quero" e "Seja como for". O nome do disco foi escolhido por meio de uma promoção feita pela banda em redes sociais.

2012 foi um ano especial e muito ativo para o Scarcéus. Em janeiro a banda teve uma de suas músicas inserida na trilha sonora da novela "Malhação". "Be there as it may" foi trilha do casal protagonista, Alexia (Bia Arantes) e Gabriel (Caio Paduan). Ainda no início do ano o Scarcéus teve a canção "Meu chegado" como parte da propaganda institucional da TV Globo Minas, homenageando Minas Gerais e seu povo.

Em 20 e 21 de abril do mesmo ano o Scarcéus grava o seu terceiro DVD, "Rock é pedra, amor é love!". O DVD contou com a participação virtual de um dos ícones da música mundial, Milton Nascimento, que gravou "Minha sina". O DVD contou ainda com a participação de Guilherme de Sá (Rosa de Saron) cantando "Seu".

Ainda em 2012, aconteceu o lançamento do clipe de "O dia" que contou com a participação da atriz e cantora Mariana Rios.

No início de 2014 a banda recebeu a ‘incumbência’ de fazer duas versões de músicas já conhecidas para análise da produção da novela "Alto Astral" da TV Globo. As versões foram produzidas, mas infelizmente uma delas não foi liberada pelos autores. Já a outra acabou sendo aproveitada em seu formato original. Mas o grupo havia mandado também algumas músicas próprias e "Não quero olhar pra trás", uma das mais belas canções do SCARCÉUS, acabou agradando em cheio e foi escolhida para a trilha sonora da novela, pois sua mensagem tem a ver com um dos personagens da trama.

Em 2015 o SCARCÉUS chegou a 16 anos de carreira se preparando para a produção do seu sexto disco, quarto DVD, um curta-metragem e dois novos videoclipes.

O SCARCÉUS continua apostando em um trabalho que se comunique SIM com públicos diversificados, mas que dê chance para um envolvimento duradouro e principalmente com mais conteúdo. O Scarcéus aposta em uma carreira.

No processo de composição das canções deste sexto disco, o SCARCÉUS ressaltou que o importante é a MÚSICA. Pura e simples. Sempre vai haver espaço para a boa música, de qualquer estilo, que proporcione o prazer e a interação de pessoas, seja em qualquer nível, em qualquer segmento. Os últimos lançamentos do SCARCÉUS celebram isso. A música. Feita ontem, hoje e sempre...

FAÇA PARTE DA HISTÓRIA DO SCARCÉUS!

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HENRIQUE PAPATELLA - VOCAL

Idealizador e fundador do Scarcéus. Como compositor ou letrista, participou de todas as músicas já compostas pela banda.

A voz rouca é a sua marca registrada e sua presença de palco é um show à parte.

"Estudei um pouco de música, fiz aulas de canto com pessoas incríveis como a Babaya, Meire Armendani, Sônia Andrade, mas minha musicalidade é totalmente baseada na intuição.", diz ele.

Tem como principal influência o rock nacional e internacional dos anos 80, mas está sempre antenado à tudo que se refere à música em geral.

Exerce também a função de produtor cultural tendo criado a HP2 Eventos.

Leitor contumaz e cinéfilo declarado, Henrique também não perde um jogo do Cruzeiro, seu time do coração.

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AUGUSTO NOGUEIRA - GUITARRA

Augusto Nogueira começou suas atividades como músico bem cedo, aos 11 anos. Logo aos 17 anos entrou na banda Ouro de Tolo, a banda cover de Raul Seixas mais conhecida de Minas Gerais, na qual ficou por 8 anos.

Durante essa época começou a dar aulas de música na escola Pro-Music, onde lecionou por 10 anos. Foi coordenador do curso de guitarra da escola e escreveu vários dos métodos que são utilizados até hoje.

Em sua formação como músico, estudou harmonia com Ian Guest, Nelson Faria, Jeff Gardner, Júlio Marques e Renato Motha. Participou de master classes com Frank Gambale, Robben Ford entre outros.Hoje, além de tocar no Scarcéus e no projeto Indireto, Augusto se dedica à atividade de produtor musical. Com grande experiência em estúdio, vem participando de inúmeras gravações de álbuns independentes e possui um grande acervo de trabalhos gravados e produzidos por ele, dos quais podem-se citar diversos artistas de renome como: Milton Nascimento, Pitty, Trilha Sonora de Malhação (2008,2009,2010), Bi Ribeiro e João Barone (Paralamas do Sucesso), Andreas Kisser(Sepultura), Tomate, André Valadão, Paulo Ricardo, Mariana Rios, Tianastácia, Lu Alone, Leandro Ferrari, Marcus Vianna, Hevo 84, Cláudio Venturini(14 bis), Leandro Ferrari, Felipe Andreoli (Angra), Henrique Portugal (Skank), Carne Nua, Bauxita, Johnnie B, Jam Pow, Manitu, Antenafobia, Marco Túlio e PJ(Jota Quest) e os mais recentes discos do Scarcéus.

- Augusto Nogueira usa cordas D'Addario, pedais BOSS, cabos Planet Waves, palhetas D'Andrea e guitarras Gibson.

Conheça o site de Augusto Nogueira - WWW.AUGUSTONOGUEIRA.COM.BR

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JOÃO PINHO - BAIXO

João Pinho começou sua carreira de músico com 17 anos. Começou seus estudos de baixo com Paulinho Carvalho (Clube da Esquina), Giovanni Mendes e Marco Aurélio. Na Pro Music Escola de Música, concluiu o curso de Teoria, Harmonia e Arranjo (com o Arranjador e Orquestrador da Grande Orquestra da Televisão Cubana, Nestor Lombida) e se tornou professor de contra baixo elétrico.

Paralelalmente à trajetória da banda Scarcéus, João desenvolveu vários trabalhos nas artes cênicas através da Cia Clara de Teatro. Como diretor musical e compositor de trilhas sonoras participou da criação dos espetáculos “Todas as belezas do mundo” (2002), “Coisas invisíveis” (2003), “Cinema” (2005 e 2012), “Alguns leões falam” (2007), “Vilarejo do peixe vermelho” (2009), “Nada aconteceu” (2010), “Vilarejo" (2011) e ainda no espetáculo de formatura dos alunos do CEFAR / Palácio das Artes, “A gaivota” (2011). Os espetáculos “Todas as belezas do mundo” e “Coisas Invisíveis” foram indicados ao Prêmio SINPARC e ao Prêmio SATED das artes cênicas em Belo Horizonte, tendo direção geral, atuação, texto original e trilha sonora como destaques. Na Cia Clara, João Pinho, além de diretor musical e compositor foi um dos produtores, de 2002 a 2004. Ainda na área teatral, João Pinho foi o compositor da trilha do curta “Por elise”, ganhador do 5o. Festival Cenas Curtas do Galpão Cine Horto.

João também se especializou na área audiovisual, tendo se envolvido em todos os videoclipes, DVDs e filmes da banda, como Produtor Executivo, Montador ou Diretor.

Músico por paixão, João é formado em administração de empresas pela UFMG e Especialista na Agência Nacional do Cinema (ANCINE).

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ALEXANDRE MARQUES - BATERIA

Iniciou sua carreira musical em 1994, quando ganhou sua primeira bateria.

Tocou por um tempo em algumas bandas independentes até começar a dar aulas. Gravou no ano de 2001 seu primeiro disco com a banda Godiva. Como baterista da banda Mr. Sapo se apresentou em várias cidades de Minas.

Fazendo voz, violão e percussão em companhia de amigos, Alexandre se destacou na noite belorizontina, entrando para o Scarcéus em 2007.

Em 2008 gravou CD e DVD com o Scarcéus e um CD com a banda Reitorto, onde participou da produção musical.

Além de baterista Alexandre é dono da franquia belorizontina da escola de música Bateras Beat, onde é professor e coordenador.

Nas horas vagas é ilustrador, tendo colaborado com vários de seus trabalhos nos últimos encartes de CD's do Scarcéus.

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